A Roupa certa para cada empresa

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O vestuário está mais informal, mas regras ainda existem; se não estiverem escritas, pergunte

Se você começou a trabalhar em um programa de trainee ou estágio e ninguém disse como deve se vestir, o mais provável é que se trate de uma empresa onde o vestuário adotado é informal, uma opção de grandes companhias como a cervejaria Ambev (dona das marcas Brahma e Antárctica) ou a Kraft Foods, do setor de alimentos. Mas mesmo nesses casos, há algumas regras que devem ser observadas. O melhor caminho para conhecê-las, antes de esperar uma palestra ou seminário sobre o tema, é perguntar ao seu chefe ou a algum colega com mais tempo de empresa.

 

 Foto: Thinkstock

Para saber como se vestir na empresa, é preciso observar colegas ou perguntar ao chefe

Regras claras - Profissionais de imagem corporativa dizem que só há confusão quando a empresa não estabelece alguma norma ou não a divulga. “Pode ser em manual, por palestras, cursos ou memorandos, o que importa é que exista uma política de vestuário e que o funcionário tome conhecimento”, afirma Silvana Bianchini, diretora da Dresscode Consultoria de Imagem, que faz esse treinamento em empresas como o Unibanco, Pão de Açúcar e as incorporadoras Cyrela e Lopes.

Segundo ela, nas grandes empresas, mesmo nas mais informais, as palestras sobre como se vestir já fazem parte do programa de trainee. “É preciso investir nessa mudança de atitude de quem acaba de sair da faculdade e já entra em um ambiente corporativo”. Silvana lembra que a imagem causada pela roupa pode ser um facilitador na execução do trabalho. “Em momentos como uma visita a um determinado cliente ou evento, o visual casual adotado pela empresa pode ser que não seja apropriado e é preciso saber quais são esses momento e como se vestir”, diz.

Informais - Nas companhias mais informais em relação a roupas, e principalmente nas que não têm regras claras, saber se está bem vestido é mais difícil. A dica de Silvana Bianchini é sempre sair demonstrando a todos que vai trabalhar. “Procure usar camisa com colarinho, evite jeans e prefira sapatos”, orienta. Para ela, os “sabotadores de imagem”, ou elementos que prejudicam o visual de um profissional, são barriga de fora para mulheres, camiseta e dockside, sapatos de couro, para homens e até capinha e toques engraçados de celulares.

Dress code - O manual expresso com as normas de vestuário da empresa, que foi mais comum nos anos 90, ainda é usado nos setores formais da economia, como financeiro e de direito. De acordo com o professor Marcos Morita, que dá aula de administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no banco Santander, por exemplo, o código prevê até que o esmalte da unha da funcionária não esteja lascado.

Jurídico – Na advocacia, a formalidade se deve primeiro a uma expectativa do cliente e também por uma exigência dos fóruns. “Nesse ambiente, o terno e gravata são ligados à conduta que se espera do profissional”, diz Wilson Pinheiro Jabur, sócio do Salusse Marangoni Advogados, especializado em direito empresarial e em propriedade intelectual. Ele disse, porém, que algumas empresas já adotam o estilo informal em seus departamentos jurídicos.

Casual day - Os escritórios de advocacia também aderem ao “casual day”, em que às sextas-feiras e vésperas de feriado, por exemplo, são dias para os funcionários irem mais à vontade para o trabalho. Até essa concessão à formalidade, nessa área, está regulada por um manual.

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